Pico da bandeira - Subindo a 3ª montanha mais alta do Brasil


O Pico da Bandeira é a terceira montanha mais alta do Brasil, com 2892m e fica no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. É possível subir a montanha tanto pelo ES quanto por MG. Esse relato contará como é a subida por Minas.

Subida do Pico da Bandeira

Saímos de Búzios e, depois de muitas horas de estrada, chegamos na cidade de Alto Caparaó no fim de tarde e nos hospedamos na Pousada Querência, uma pousadinha simples onde muitas pessoas se hospedam antes de subir o Pico da Bandeira.

Antes de dormir já preparamos o mochilão para subir a montanha, afinal íamos dormir uma noite no acampamento de lá - era apenas uma noite, porém como faz muito frio, tivemos que levar casacos, cobertores, comida e a barraca, por isso o mochilão.

Acordamos cedinho no dia seguinte, preparamos o carro e fomos até o estacionamento do Pico da Bandeira (6km), que é onde começa a trilha para o Pico.

Colocamos o mochilão nas costas, pegamos a barraca e começamos a aventura. A subida é muito cansativa, principalmente tendo que levar tanta coisa nas costas; a primeira parte tem 3.2km e dura cerca de duas horas.

Subida do Pico da Bandeira

Chegamos no acampamento (chamado Terreirão) por volta as 16h e o lugar estava vazio, o tempo foi passando e foram chegando mais pessoas.

Assistimos o pôr do sol, montamos a barraca e já fomos dormir, afinal acordaríamos as três da manhã para terminar a subida até o topo e assistir o nascer do sol lá de cima.

Pôr do sol no acampamento Terreirão

Dormimos muito mal. Além do frio absurdo que estava fazendo, organizamos nossas coisas dentro de uma casinha meio abandonada e ouvíamos barulho de ratos durante a noite, foi horrível, depois de algumas horas tentando dormir sem sucesso, montamos nossa barraca fora da casa e então sim conseguimos dormir, porém já faltavam poucas horas para que tivéssemos que acordar.

Acampamento Terreirão, na metade da subida para o Pico da Bandeira

Acordamos as 2:30h, arrumamos todas as nossas coisas, deixamos o mochilão e a barraca num canto e nos juntamos a um outro grupo para subir com eles.

É aqui que te dou uma dica importante: não faça essa trilha sem um guia. Nós não contratamos ninguém mas tivemos a sorte de nos juntarmos a um outro grupo. Não teríamos conseguido subir de madrugada sem a ajuda de alguém que conheça o lugar, afinal é muito escuro e não é possível ver as placas indicando a trilha.

Subimos então a segunda parte da montanha, no escuro absoluto (leve lanternas!), por mais 3.2km, num frio congelante de 1°C. Em compensação, foi um dos céus mais estrelados que eu já vi na vida, vi umas quatro estrelas cadentes só nessa noite - o que para uma paulistana é algo surpreendente.

Depois de algumas horas - muito cansativas - chegamos no pico e assistimos ao nascer do sol. Estava tão bonito que deu até pra ignorar, um pouquinho, o frio que fazia.

Nascer do sol no Pico da Bandeira

Nascer do sol no Pico da Bandeira

A volta, como estava claro, foi um pouco mais tranquila. Voltamos os 3.2km até o Terreirão, pegamos o mochilão e a barraca e descemos até o estacionamento. Cheguei no carro com as pernas tremendo de tão cansada que eu estava.

Descida do Pico da Bandeira, em cima das nuvens

A trilha pro Pico da Bandeira é maravilhosa e vale muito a pena; mas vá preparado. Leve roupa de frio, barraca, cobertores e contrate um guia. No acampamento tem duas casinhas pequenas bem simplesinhas, onde é possível ficar acomodado caso um guia seja contratado. Fomos no mês de julho e haviam poucas pessoas subindo a montanha no mesmo dia que nós, fomos os únicos que acamparam, os restantes dos grupos se hospedaram nas casas.


Amanda Areias

Programadora e designer gráfica por profissão, viajante por paixão e feminista por necessidade.​

Mochileira desde os 17 anos, sempre em busca de lugares, culturas e pessoas novas.

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