Amanda Areias

Programadora e designer gráfica por profissão, viajante por paixão e feminista por necessidade.​

Mochileira desde os 17 anos, sempre em busca de lugares, culturas e pessoas novas.

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Cruzeiro pelo Nilo & Egito parte histórica

March 1, 2018

O Rio Nilo foi um fator decisivo no Egito antigo; sem ele, as famosas civilizações de 5mil anos atrás nunca nem teriam existido. Por ser um país muito árido, o rio trazia vida às civilizações antigas, possibilitando assim a agricultura e a pesca, ele também era utilizado como estrada para ir do norte ao sul do país, ou vice-versa.

É por isso que, hoje, enorme parte das construções históricas do país estão localizadas às margens do Nilo, e o cruzeiro pelo famoso rio é a melhor forma de conhecer as principais.

 

Como funciona?

Existem centenas de empresas que fazem o cruzeiro pelo Nilo, mas todas têm o mesmo roteiro e param nos mesmos locais (Edfu e Kom Ombo). O cruzeiro pode ser feito de Aswan a Luxor, ou de Luxor a Aswan, dá na mesma e é questão de você ver qual se encaixa melhor no seu roteiro.

 

 


Quanto custa?

Depende. Você quer um barco mais chique ou mais normal? Quer guia com você o tempo todo? Quer incluir outros passeios no roteiro? O preço pode variar bastante; mas para um barco menos chique, sem guia e sem nenhum outro passeio incluso você vai pagar cerca de U$300/U$350 para um cruzeiro de 4 dias.
Todos os cruzeiros têm todas as refeições inclusas, e uma das noites é atracado em Aswan. Eu recomendo fortemente fechar um guia para te acompanhar nos templos; a história do Egito é riquíssima e seria uma pena ir para lá e não entender do que se trata cada lugar.


Como chegar?

Os cruzeiros podem começar em duas cidades diferentes: Luxor ou Aswan. Se começa em uma, termina em outra, e vice-versa. Para chegar nessas cidades, saindo do Cairo, é possível ir de avião, de trem ou de ônibus, sendo o primeiro o mais confortável e o último o mais barato.

As cias aéreas que fazem o trajeto são EgyptAir e NileAir. A cia de ônibus mais famosa do Egito é a GoBus. E, para os que quiserem ir de trem, podem fechar com a Ernst.

Sobre ir de trem: eu, sinceramente, não acho que vale a pena. O trajeto é longo e é quase o mesmo preço que ir de avião. Acho que o ponto alto do trem é a experiência, mas em questão de custo-benefício é o que menos vale a pena.

 

Qual cruzeiro fazer?

Como disse lá em cima, existem centenas de opções, e todas são bem parecidas entre si. Recomendo fortemente fechar o passeio com uma agência de turismo e não por conta própria, por dois motivos:

 

1 Não tem informação suficiente sobre os cruzeiros na internet: é difícil achar preços, é difícil achar informações sobre os navios e é difícil entrar em contato com eles (não respondem e-mail).

 

2 Ao fechar com uma agência de turismo egípcia, o preço sai bem mais em conta, já que eles têm parceria com as empresas dos navios. (Mas não fecha com uma agência brasileira, feche com uma egípcia. Dá para comprar o passeio com poucos dias de antecedência, então não se preocupe em fechar muito antes da viagem.)
Eu, fechei meu passeio com a Travel Bug, agência de uns amigos egípcios que fiz quando fui à Tanzânia. Eles são super profissionais e me atenderam muito bem, o site deles é www.travelbugeg.com, o e-mail info@travelbugeg.com e o instagram @travelbugegypt.

Ah! E eles também fecham passeios por todo o país, não só o cruzeiro, então vale a pena trocar uns e-mails com eles antes de chegar no Egito para perguntar de preços, roteiros, etc.

 

 

Por onde passa?

Vou passar aqui o meu roteiro do navio, dia por dia. Comecei em Aswan e, caso o seu comece em Luxor, saiba que é só inverter a ordem:

 

Dia 1

Embarcamos em Aswan de manhã, nos encontramos com o nosso guia, e já fomos conhecer alguns locais. A primeira parada do dia foi na represa de Aswan e depois fomos conhecer um obelisco. O ponto alto do dia veio logo depois: o Philae Temple.

 

 

Depois, fizemos check in no navio e tivemos o dia livre na cidade.

 

Dia 2
Acordamos as 4h e fomos em direção a Abu Simbel, um templo que fica no extremo sul do Egito, quase na fronteira com o Sudão. Abu Simbel não costuma estar incluso nos cruzeiros, mas é só pedir para inclui-lo na agência que você for fechar o navio. Na minha opinião, esse é o templo mais bonito do Egito.

 

Voltamos a tempo para o almoço no navio e a tarde fizemos um passeio de Felucca pelo Nilo. As Feluccas são as embarcações a vela tradicionais do Egito e é um passeio gostoso de fazer (que também não costuma estar incluso no roteiro, tem que pagar separado).

 

 


Dia 3

Com o barco ainda atracado em Aswan, acordamos, tomamos café e fomos conhecer um vilarejo núbio. A Nubia foi um país que existiu antes de 3100aC; nessa época ele foi anexado ao Egito e faz parte dele até hoje. Mais de cinco mil anos depois, eles continuam se casando entre si e mantendo seus antigos costumes - por mais que sejam oficialmente egípcios são bem diferentes do restante do país. O vilarejo é uma graça e também é um passeio pago separadamente.

 

 
Voltamos ao navio e começamos a navegar para o nosso primeiro destino: o templo de Kom Ombo, onde chegamos já a noite.

 

 
Após a visita ao templo, jantamos no navio e fomos dormir. O cruzeiro continuou navegando em direção a Edfu, a próxima parada.

 

Dia 4

Acordamos e fomos conhecer o templo de Edfu, que é o templo antigo melhor conservado do mundo.

 

 

Voltamos ao cruzeiro, tomamos café e começamos a navegar em direção a Luxor, nossa última parada. No caminho, passamos por uma eclusa. Acabamos chegando mais tarde do que o previsto em Luxor então decidimos conhecer todos os templos da cidade no dia seguinte.

 

Dia 5

Acordamos, tomamos café, fizemos check out do barco e fomos conhecer a famosa cidade de Luxor.
A primeira parada foi no Vale dos Reis, local onde estão localizadas dezenas de tumbas de antigos faraós. Por serem escavadas e estarem longe do sol, todas as cores originais das tumbas continuam ali, pinturas de milhares de anos atrás. É incrível.

 

 

No Vale dos Reis é também onde está localizada a múmia de Tutankamon. Tutankamon foi um faraó egípcio que governou apenas por 10 anos, e morreu jovem, por volta dos 19 anos (sim, ele chegou ao trono aos 9).

Como faraó, ele não teve grande importância na história egípcia, o motivo de toda sua fama hoje é outro: sua múmia foi encontrada em 1922 praticamente inteira e intacta, milhares de anos após sua morte.

 

Depois do Vale dos Reis, fomos ao templo de Hatshepsut, uma das únicas - e a primeira - mulheres faraós do Egito antigo.

 

 

A terceira parada foi o templo de Karnak, seguido pelo templo de Luxor.

 

 

 

Após o templo de Luxor, passamos o dia na cidade e a noite embarcamos de volta para o Cairo.

 

 

 

 

 

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